HEXÂMETROS PARA UMA MULHER BELA
Tão amorosa e linda,
terna, suave e bela...
eu, cá, não vi, ainda,
beleza igual à dela.
Feliz de quem a ama
e por ela é amado...
e se aquece na chama
do seu fogo sagrado.
Eu sei que vou morrer
de ternura e ciúme...
sem nunca conhecer
o fogo do seu lume.
Que nesse fogo vivo
eu queria ser queimado...
em seu amor cativo
e não mais libertado.
Matos Serra in, Amor e Sensualidade.
domingo, 23 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
O BANQUEIRO, A ISABEL E O PR.
ERA UMA VEZ UM BANQUEIRO
"Isabel Ulrich tem um emprego fixe"! Mulher do banqueiro é consultora da cavacal figura... por despacho do Aníbal"
Era uma vez um banqueiro
a dona Isabel ligado...
vive do nosso dinheiro
mas nunca está saciado.
Vai daí, foi a Belém
e pediu ao presidente...
que, à sua Isabel, também...
desse um job consistente.
E o bom do senhor Cavaco
admitiu a senhora...
arranjando-lhe um buraco
e o cargo de consultora.
O banqueiro é o Fernando,
conhecido por Ulrich...
e que diz, de vez em quando,
"quero que o povo se lixe".
E o povo aguenta a fome?
"Ai aguenta, aguenta..."
e o que o povo não come
enriquece-lhe a ementa.
E ela... a dona Isabel,
com Cavaco por amigo...
não sabe da vida o fel
nem o que é ser sem abrigo.
Cunhas, tachos, amanhanços...
regabofe à descarada...
É fartar, que nós, os tansos...
somos malta bem mandada.
Mas cuidado... andam no ar
murmúrios de madrugada...
e quando o povo acordar
um banqueiro não é nada...
É só um monte de sebo,
bolorento gabirú...
fora do banco é um gebo...
um rei que passeia nu.
Cavaco, Fernando Ulrich,
bancos, troikas, capital...
"Mas que aliança tão fixe"
a destruir PORTUGAL !...
HC
"Isabel Ulrich tem um emprego fixe"! Mulher do banqueiro é consultora da cavacal figura... por despacho do Aníbal"
Era uma vez um banqueiro
a dona Isabel ligado...
vive do nosso dinheiro
mas nunca está saciado.
Vai daí, foi a Belém
e pediu ao presidente...
que, à sua Isabel, também...
desse um job consistente.
E o bom do senhor Cavaco
admitiu a senhora...
arranjando-lhe um buraco
e o cargo de consultora.
O banqueiro é o Fernando,
conhecido por Ulrich...
e que diz, de vez em quando,
"quero que o povo se lixe".
E o povo aguenta a fome?
"Ai aguenta, aguenta..."
e o que o povo não come
enriquece-lhe a ementa.
E ela... a dona Isabel,
com Cavaco por amigo...
não sabe da vida o fel
nem o que é ser sem abrigo.
Cunhas, tachos, amanhanços...
regabofe à descarada...
É fartar, que nós, os tansos...
somos malta bem mandada.
Mas cuidado... andam no ar
murmúrios de madrugada...
e quando o povo acordar
um banqueiro não é nada...
É só um monte de sebo,
bolorento gabirú...
fora do banco é um gebo...
um rei que passeia nu.
Cavaco, Fernando Ulrich,
bancos, troikas, capital...
"Mas que aliança tão fixe"
a destruir PORTUGAL !...
HC
domingo, 9 de junho de 2013
POEMA PARA MARIA TERESA HORTA - TIPO COMENTÁRIO BLOGONÁUTICO
AS TRÊS GRAÇAS DA LITERATURA PORTUGUESA
ÓH!... Quando a Maria Teresa,
com a chama sempre acesa...
se juntava às outras duas
Marias... três na firmeza
do verbo... cheio de beleza.
"ARDIAM PRAÇAS E RUAS"
ÓH... Portugal! Quando ardias,
na chama das três MARIAS,
dando luz ao meu país...
Eram três as ousadias
em prosas ou poesias
que me tornavam feliz !
Esqueciamos desgraças...
Porque o verbo das "TRÊS GRAÇAS"
andava de rua em praça...
Com as graças e pirraças,
aos carrancudos reaças
esquecia-se a desgraça.
Do Matos Serra... com um agradecimento
afetuoso, sincero e de muita admiração à TERESA.
ÓH!... Quando a Maria Teresa,
com a chama sempre acesa...
se juntava às outras duas
Marias... três na firmeza
do verbo... cheio de beleza.
"ARDIAM PRAÇAS E RUAS"
ÓH... Portugal! Quando ardias,
na chama das três MARIAS,
dando luz ao meu país...
Eram três as ousadias
em prosas ou poesias
que me tornavam feliz !
Esqueciamos desgraças...
Porque o verbo das "TRÊS GRAÇAS"
andava de rua em praça...
Com as graças e pirraças,
aos carrancudos reaças
esquecia-se a desgraça.
Do Matos Serra... com um agradecimento
afetuoso, sincero e de muita admiração à TERESA.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
CÍTARA DOS SILÊNCIOS
Imaginei-te junto ao mar...
apropriei-me da tua imagem
que levei para o silêncio dos meus sonhos...
Também levei tuas palavras poéticas
para ouvir nos meus silêncios.
Fiz do meu coração um relicário
para guardar a beleza dos teus gestos
e conservar o encanto dos teus sorrisos...
Brincando como crianças... nós,
viajamos de estrela em estrela
e de silêncio em silêncio
sem vestes na alma
nem preconceitos no corpo.
Brincamos como crianças
e eu beijei teu corpo
até ele se tornar incandescente...
Depois... fomos ouvir a música
no marulhar das ondas
e dançamos desnudos
sobre as areias da praia.
Na frescura das águas
falamos com as anémonas
e as algas que bailavam no fundo
e nos traziam o movimento
através do espelho das águas...
Por fim acordei
e tu não estavas lá...
Mas... recolhi este sonho
e esta cinematografia
ficou guardada em meu coração !...
Matos Serra
apropriei-me da tua imagem
que levei para o silêncio dos meus sonhos...
Também levei tuas palavras poéticas
para ouvir nos meus silêncios.
Fiz do meu coração um relicário
para guardar a beleza dos teus gestos
e conservar o encanto dos teus sorrisos...
Brincando como crianças... nós,
viajamos de estrela em estrela
e de silêncio em silêncio
sem vestes na alma
nem preconceitos no corpo.
Brincamos como crianças
e eu beijei teu corpo
até ele se tornar incandescente...
Depois... fomos ouvir a música
no marulhar das ondas
e dançamos desnudos
sobre as areias da praia.
Na frescura das águas
falamos com as anémonas
e as algas que bailavam no fundo
e nos traziam o movimento
através do espelho das águas...
Por fim acordei
e tu não estavas lá...
Mas... recolhi este sonho
e esta cinematografia
ficou guardada em meu coração !...
Matos Serra
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O MEU RETRATO POÉTICO DE SILVINA
SILVINA, UMA MULHER POR QUEM EU TENHO
MUITA ADMIRAÇÃO, RESPEITO E AMIZADE
ANJO/GENERAL
Esta mulher é anjo e general
que decide, protege e determina,
e, sem perder postura maternal,
orienta, programa e disciplina.
Sendo tão apolínia e racional,
não convive com vícios de rotina...
uma Joana D'Arc que, afinal,
nunca perde a ternura feminina.
Que aparece presente em todo o lado...
organiza, comanda e raciocina,
mas de sorriso aberto e ar folgado...
é, alegre, a sorrir... que nos ensina!
Exemplar couraçada têmpera de aço...
com fracos ou molezas desatina,
deixo este meu poema e um abraço
á excecional pessoa que é SILVINA !...
Matos Serra, seu fã e amigo.
MUITA ADMIRAÇÃO, RESPEITO E AMIZADE
ANJO/GENERAL
Esta mulher é anjo e general
que decide, protege e determina,
e, sem perder postura maternal,
orienta, programa e disciplina.
Sendo tão apolínia e racional,
não convive com vícios de rotina...
uma Joana D'Arc que, afinal,
nunca perde a ternura feminina.
Que aparece presente em todo o lado...
organiza, comanda e raciocina,
mas de sorriso aberto e ar folgado...
é, alegre, a sorrir... que nos ensina!
Exemplar couraçada têmpera de aço...
com fracos ou molezas desatina,
deixo este meu poema e um abraço
á excecional pessoa que é SILVINA !...
Matos Serra, seu fã e amigo.
terça-feira, 2 de abril de 2013
QUANDO O POVO PERGUNTAR
Quando o povo perguntar:
Porque razão,
com tanta competência na gestão...
(Ao serviço do "enterro" da Nação...)
paga a peso de ouro
múltiplas vezes...
este país entrou na exaustão,
para encher o bolso dos burgueses ?
E ha-de perguntar, ainda mais,
porque, com tantos piratas e ladrões,
continua a pagar os tribunais
que não metem os gatunos nas prisões ?...
Quando em cada serviço
ou cada empresa
cujo esforço e empemho é crucial
para manter o emprego e a riqueza
neste tão empobrecido Portugal...
não pulularem dezenas de doutores
cujo zelo, empenho e competência,
é conhecerem bem as offshores
que puseram o país na indigência
enquanto engordam bem alguns senhores...
E, quando este povo adormecido,
esbulhado do direito conquistado
com a ajuda de um grupo esclarecido
que em Abril lhe mudou o triste fado,
voltar a estar de pé e acordado...
Quando isso acontecer,
se for a tempo...
este povo vai querer
ser escutado...
e irá perguntar se a liberdade
é só p'rós novos condes e marqueses
que acumulam alcavalas de milhões
e, depois, vão falando em igualdade
para apertarem o cinto aos portugueses...
Matos Serra
Porque razão,
com tanta competência na gestão...
(Ao serviço do "enterro" da Nação...)
paga a peso de ouro
múltiplas vezes...
este país entrou na exaustão,
para encher o bolso dos burgueses ?
E ha-de perguntar, ainda mais,
porque, com tantos piratas e ladrões,
continua a pagar os tribunais
que não metem os gatunos nas prisões ?...
Quando em cada serviço
ou cada empresa
cujo esforço e empemho é crucial
para manter o emprego e a riqueza
neste tão empobrecido Portugal...
não pulularem dezenas de doutores
cujo zelo, empenho e competência,
é conhecerem bem as offshores
que puseram o país na indigência
enquanto engordam bem alguns senhores...
E, quando este povo adormecido,
esbulhado do direito conquistado
com a ajuda de um grupo esclarecido
que em Abril lhe mudou o triste fado,
voltar a estar de pé e acordado...
Quando isso acontecer,
se for a tempo...
este povo vai querer
ser escutado...
e irá perguntar se a liberdade
é só p'rós novos condes e marqueses
que acumulam alcavalas de milhões
e, depois, vão falando em igualdade
para apertarem o cinto aos portugueses...
Matos Serra
INVOCANDO JOSÉ RÉGIO, DILETO FILHO ADOTIVO DE PORTALEGRE.
SE ELE CÁ VOLTASSE AGORA ?.....
INVOCAÇÃO
Ao professor, ao poeta, à rebeldia...
à lucidez do verbo, ao pensamento,
à clarividência da palavra, à poesia...
à arte de escrever, ao seu talento.
Aqui, onde TU deste chegada
e te integraste na alma da cidade,
corpo pequeno, mas alma avantajada...
que ultrapassa o tempo e a idade!
Tu, que aqui, por entre velhos muros,
expressaste em versos o teu pranto
por esses dias opacos e escuros,
o teu acendrado desencanto...
se voltasses, agora, ao teu país...
constatavas o seu estado e, entretanto,
regressavas, ao céu... muito infeliz.
Aqui, onde deixaste a ansiedade,
em versos que ficaram por fazer,
segundo tu nos dizes noutros versos...
se, agora, aqui viesses à cidade
que tua obra sentiu e viu nascer...
e, em versos, para muitos... controversos,
brotar da tua grande humanidade...
Óh, quanto nos irias tu dizer
e ensinar, e discutir, e esclarecer...
com tua grande e douta autoridade,
em controversos versos... tão diversos...
e das diversas vias por erguer
depois que ABRIL nos trouxe a liberdade !...
Quanto, quanto nos irias tu zurzir
com teu verbo sublime, régio e puro...
por termos deixado fechar em vez de abrir...
as janelas viradas ao futuro !...
Não voltavas a chegar aqui tão perto
depois de veres o nosso desconcerto !....
Reescreverias a tua reportagem
das nossas assimetrias sociais,
depois... preparavas a bagagem,
frustrado pelo inútil da viagem...
Regressavas, ao céu... p'ra nunca mais !...
Matos Serra
INVOCAÇÃO
Ao professor, ao poeta, à rebeldia...
à lucidez do verbo, ao pensamento,
à clarividência da palavra, à poesia...
à arte de escrever, ao seu talento.
Aqui, onde TU deste chegada
e te integraste na alma da cidade,
corpo pequeno, mas alma avantajada...
que ultrapassa o tempo e a idade!
Tu, que aqui, por entre velhos muros,
expressaste em versos o teu pranto
por esses dias opacos e escuros,
o teu acendrado desencanto...
se voltasses, agora, ao teu país...
constatavas o seu estado e, entretanto,
regressavas, ao céu... muito infeliz.
Aqui, onde deixaste a ansiedade,
em versos que ficaram por fazer,
segundo tu nos dizes noutros versos...
se, agora, aqui viesses à cidade
que tua obra sentiu e viu nascer...
e, em versos, para muitos... controversos,
brotar da tua grande humanidade...
Óh, quanto nos irias tu dizer
e ensinar, e discutir, e esclarecer...
com tua grande e douta autoridade,
em controversos versos... tão diversos...
e das diversas vias por erguer
depois que ABRIL nos trouxe a liberdade !...
Quanto, quanto nos irias tu zurzir
com teu verbo sublime, régio e puro...
por termos deixado fechar em vez de abrir...
as janelas viradas ao futuro !...
Não voltavas a chegar aqui tão perto
depois de veres o nosso desconcerto !....
Reescreverias a tua reportagem
das nossas assimetrias sociais,
depois... preparavas a bagagem,
frustrado pelo inútil da viagem...
Regressavas, ao céu... p'ra nunca mais !...
Matos Serra
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